IRPF e valores recebidos acumuladamente – 3 (Informativo STF n° 628 – 23/05 a 27/05)

IRPF e valores recebidos acumuladamente – 3 (Informativo STF n° 628 – 23/05 a 27/05)

IRPF e valores recebidos acumuladamente – 3 (Informativo STF n° 628 – 23/05 a 27/05)

Em divergência, o Min. Marco Aurélio assentou a inconstitucionalidade do art. 12 da Lei 7.713/88.

Afirmou que o sistema não poderia apenar o contribuinte duas vezes.

Explicou que esse fenômeno ocorreria, já que o contribuinte, ao não receber as parcelas na época própria, deveria ingressar em juízo e, ao fazê-lo, seria posteriormente tributado com uma alíquota superior de imposto de renda em virtude da junção do que percebido.

Isso porque a exação em foco teria como fato gerador a disponibilidade econômica e jurídica da renda.

Salientou que a nova Lei 12.350/2010, embora não faça alusão expressa ao regime de competência, teria implicado a adoção deste mediante inserção de cálculos que direcionariam à consideração do que apontou como "épocas próprias", tendo em conta o surgimento, em si, da disponibilidade econômica.

Desse modo, reputou transgredidos os princípios da isonomia e da capacidade contributiva e, desprezados estes, ressaltou que se caminharia para verdadeiro confisco e majoração da alíquota do imposto de renda.

Após o voto do Min. Dias Toffoli, que seguiu a divergência, pediu vista a Min. Cármen Lúcia.

RE 614406/RS, rel. Min. Ellen Gracie, 25.5.2011. (RE-614406)

Fonte: Fiscosoft